Na semana passada assisti na faculdade ao filme Billy Elliot, já o tinha visto antes na sessão da tarde, porém sem um olhar mais crítico. Agora ao revê-lo percebi no seu enredo uma mensagem muito forte de preconceito, mas que é atenuada na figura de uma professora de Balé, que enxerga no garoto Billy um futuro dançarino.
O filme nos mostra além dos preconceitos as frustrações de uma família que passa por um momento difícil financeiramente devido a uma grave nas minas de carvão, onde o pai e o irmão de Billy trabalham.
Mas é o gosto pela dança que faz com que o garoto troque as aulas de Box pela de Balé, o qual vai definir todo o futuro de todos da família.
Vemos em Billy não só a inocência mas também a sensibilidade de uma criança que como diz [ Braga, 2007], Busca uma nova forma de linguagem demonstrando uma necessidade de libertar os movimentos e traduzir em/com seu corpo as tensões da vida. Billy encontrou na dança a fuga para seus problemas familiares, expressando-os em movimentos com significados próprios.

